sábado, 7 de agosto de 2010

Rachel Brice, Ansuya & Amar Gamal on a T.V programe:

ANSUYA BELLYDANCE SUPERSTAR... live in Athens - PROMO 2010 BY TASOS HORRUS

Ansuya Bellydance Oriental Dans:

Lulu Sabongi:

Dança do ventre:

Um despertar do corpo e libido:


Não tem como tirar os olhos de uma mulher fazendo a dança do ventre. É fascinante ver o corpo a serviço de movimentos naturais e que a deixam ainda mais bela, em sua pura essência. Cada músculo, osso e pele se movem em harmonia para a dança e criam um clima de sedução e mistério.

Nesta hora, a guerreira, que faz tripla jornada de trabalho, pode deixar a feminilidade aflorar e é ai que consegue atingir a naturalidade, livrando-se do estresse e colocando as pressões do dia-a-dia bem longe de toda a delicadeza permitida ao universo forte e sensível das mulheres.

"A dança do ventre mexe com a fantasia e o emocional, estimulando o corpo e acabando com as inibições. Quem acha que tem o corpo feio, vai descobrir uma silhueta linda, num processo natural", diz a professora de dança do ventre, Lulu Sabongi.

A sensualidade também é presente em toda a dança do ventre. Os movimentos do corpo estimulam a libido de quem os faz e de quem vê. "A mulher passa a se ver como um todo e acaba mexendo com a fantasia masculina porque faz movimentos que se prestam ao sexo", diz Lulu.

Mas não dá para confundir. A dança é apenas sensual, mas não passa por apelos ou vulgaridade. "É uma brincadeira com o corpo que faz uma volta ao lúdico", diz a dançarina. Outra vantagem é modificar a postura e os próprios movimentos, que ganham mais graça e suavidade, além de dar mais forma ao corpo.

Minha inspiração

Ansuya Rathor:

Ansuya é uma bailarina, coreógrafa e professora de Dança Oriental de sucesso. O seu estilo é único, fundindo o que há de melhor na Dança Oriental com as danças indiana, espanhola e movimentos africanos.

É uma artista multi-galardoada, tendo actuado para inúmeras celebridades. É uma bailarina de segunda geração, que aos 4 qanos começou a aprender com a mãe, Jenaeni, uma bailarina de sucesso nos anos 60/70.

Trabalhou para a CBS e para a sua própria Companhia de Dança - “Yaleil”, agora sob sua direcção. Yaleil foi nomeada para o prémio de “Melhor Companhia” Pelo IAMED (International Academy of Middle Eastern Dance). Ansuya foi eleita como Melhor Bailarina Estilo Cabaret em 2001 e recebeu o prémio Golden Belly Award para Melhor Bailarina de Estilo Cabaret em 2004.

Foi convidada por Miles Copeland para integrar o grupo principal de oito bailarinas das Bellydance Superstars, tendo participado neste desde o ínicio. Ansuya continua a sua carreira a solo ensinando e actuando por todo o mundo a par do projecto com as Bellydance Superstars.


Minha grande musa inspiradora. Seu olhar fala por si. è uma bailarina única pois somente ela revela a dança do ventre dançada com amor fraterno e por mais linda que ela esteja nunca tranparece sensualidade. Ela desliza e sorri como um anjo, sua dança é pura e ingênuae ensina à todas o sentido desta dança sagrada da qual ela caracteriza tão bem.

Dança do Ventre:

Origem da dança do Ventre:

Dança do ventre foi um nome dado pelos franceses, para os americanos, Belly dance. No oriente chama-se Raqs el Sharke, que quer dizer dança do leste. A origem da dança do ventre é até hoje um mistério. A versão mais aceita entre os profissionais da área e antropólogos são os rituais de fertilidade realizados no Egito. Porém, alguns apontam para a Mesopotâmia o nascimento desta dança :

” Embora a dança seja comumente associada ao Egito e Arábia, as notícias mais antigas sobre o tema vêm da Mesopotâmia, ali, as mulheres dançavam em louvor à Grande Mãe, que ganhou nome de Inana entre os sumérios, Ishtar entre os Assírios babilônicos e Astarte entre os cananeus e fenícios- todas elas ligadas a fecundidade, vegetação e ao amor ”

Revista Planeta – Setembro 1999

Ou ainda: ” A dança do ventre é um ritual sagrado anterior à mais antiga civilização reconhecida históricamente, a dos sumérios em 6.500 a.C. … Os sumérios que chegaram por volta de 3.500 anos a.C. às mesmas terras, vindos da Ásia Central – também reverenciavam a Grande Mãe, que se manifestava sob a forma da deusa Inana.”

Revista Mais Vida – Fevereiro 1996

Estes rituais de fertilidade podem ser encontrados em todas as culturas primitivas. Sabemos, através das pesquisas que a dança surgiu destas manifestações religiosas, porém, não podemos afirmar que dentro de todas estes rituais dos diferentes povos, a coreografia utilizada tenha sido comum e igual a dança do ventre que conhecemos hoje. Devido a isso, é errado dizer que a dança do ventre surgiu destes rituais de fertilidade. Porém, históricamente sabemos da invasão árabe no Egito e, como são eles os responsáveis por sua propagação, podemos afirmar então, que ela surgiu dos rituais de fertilidade realizados no Egito. Aproximadamente no ano 5.000 a.C (segundo papyros e hieroglifos em pedra), a dança era praticada por sacerdotizas nos templos em honra a deusa Mãe Ísis, pedindo fertilidade para as mulheres, animais solo, etc. As sacerdotizas dançavam para que os sacerdotes entrassem em transe e, na época de plantio, era comum o ato sexual entre eles como um ritual. Encontra-se ainda relatos sobre a origem dança do ventre no Egito criada por um escravo africano chamado Bes em homenagem a Hathor, outra deusa mãe. Esta era associada a fertilidade da terra.

Uma outra versão da dança no Egito é, segundo Regina Ferrari, os fenômenos da natureza terem sido associados a origem divina pelos antigos egípcios. Estes não compreendiam as alternâncias do dia e da noite e acreditavam que, no céu, vivia Nut, uma grande Deusa protegendo a Terra e parindo de seu ventre o Sol todos os dias e a Lua todas as noites. Mais tarde, a crença expandiu-se para as deusas Hathor, a mãe Vaca e Ísis, a deusa da Lua. Nos rituais em homenagem às deusas, segundo ela, nos templos de Ísis , eram praticadas danças que simulavam, através de movimentos e ondulações no ventre, a origem da vida. Sobre Ísis encontramos hierogfos gravados em pedra e seu santuário em Dendera e um templo na ilha Filas, onde sacerdotizas ainda resgatam seu culto. A religião da deusa foi a maior e mais antiga religião, praticada por povos primitivos. Segundo relatos de livros sobre este tema, a Deusa foi a divindade suprema durante 30.000 anos, reverenciada e conhecida sob inúmeras manifestações e nomes, em todas as culturas, originando as lendas e os mitos conforme os lugares e períodos de seus cultos. Segundo Claudia Cenci (professora dança do ventre de O Clone), Toda a dança sempre foi em algum momento um ritual religioso e desenvolveu-se para personificar os valores das culturas a que pertencia. Com o enfraquecimento do culto à Ísis a dança do ventre foi perdendo seu caráter sagrado e passou a servir como atração em palácios e festas populares. Por volta do ano 650 d. C. os árabes invadiram o Egito e à dança do ventre eles acrescentaram seu caráter festivo, tomando-a como costume e sinal de celebração e sorte em suas festividades em geral.